Você já conhece a biografia de Dilma?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Taxa de desemprego fecha 2009 em 6,8%, menor nível em seis anos

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio


Depois de crescer nos primeiros meses de 2009, a taxa de desemprego no Brasil voltou em dezembro ao menor nível da série histórica, iniciada em 2002. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa ficou em 6,8% no último mês do ano, a mesma registrada em dezembro de 2008 --e a menor em seis anos.

O desemprego médio em 2009 ficou em 8,1%, pouco acima dos 7,9% em 2008, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira. Trata-se da segunda menor taxa da série iniciada em 2002.

A renda média do trabalhador ficou em R$ 1.344,40 em dezembro, 0,9% menor que em novembro, mas 0,7% acima do verificado em dezembro de 2008. Em 2009, a renda média do trabalhador ficou em R$ 1.350,33, uma alta de 3,2% frente a 2008. Para um ano fechado, desde 2003, foi o maior rendimento médio da série --iniciada em março de 2002.

Em dezembro, o IBGE registrou 1,6 milhão de pessoas desocupadas, queda de 7,1% em relação a novembro. Ante dezembro de 2008 o resultado ficou estável. A média mensal de desocupados no país no ano passado ficou em 1,9 milhão de pessoas, 1% acima do visto em 2008.

A população ocupada média em 2009 foi de 21,3 milhões de trabalhadores --o que representa uma queda de 1,8% sobre a média do ano anterior. Em dezembro, eram 21,8 milhões de pessoas empregadas, o que indica alta de 1% sobre o resultado de novembro. Na comparação com dezembro de 2008, houve incremento de 1,4%.

Por setores, a indústria registrou diminuição de 0,1% na oferta de vagas, em dezembro, na comparação com novembro. Em relação a dezembro de 2008, houve elevação de 0,4%.

Já na construção, foi verificado aumento de 2,6% sobre novembro, e de 5,3% em relação a dezembro de 2008. No comércio, houve aumento de 2,3% na oferta de empregos frente a novembro, mas houve queda de 0,3% contra dezembro de 2008.

O IBGE mede a situação do mercado de trabalho nas regiões metropolitanas de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE) e Porto Alegre (RS).

Financiamento habitacional da Caixa bate recorde em 2009

A Caixa Econômica Federal divulgou nesta quarta-feira (27) que o crédito habitacional chegou a R$ 47,05 bilhões em 2009. O valor é recorde e representa crescimento de 102% em relação a 2008. O total destinado a crédito imobiliário no ano passado supera também os R$ 45 bilhões que a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho havia informado em meados de janeiro sobre a liberação no ano passado.

Segundo a Caixa, os R$ 47,05 bilhões representam 71% de todo o financiamento imobiliário do mercado. No programa "Minha Casa, Minha Vida", o crédito somou R$ 14,1 bilhões. Conforme a Caixa, 275,528 mil famílias foram beneficiadas.

No início de dezembro, o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, reiterou que o banco pretende concluir o financiamento do total de um milhão de unidades previsto no programa até o fim de 2010 e disse que a contratação de 400 mil unidades em 2009 era uma meta interna do banco, cujo cumprimento dependia de a documentação dos projetos estar completa.

Em nota, a presidente da Caixa disse que a expectativa do governo com o programa é reduzir o déficit habitacional em 14% até o fim de 2010. Para famílias com renda de até três salários mínimos, as contratações nos moldes do programa chegaram a 168,926 mil unidades, o que corresponde a 42% da meta estabelecida pelo governo para o segmento.

Até 31 de dezembro foram recebidas propostas de financiamento no "Minha Casa, Minha Vida" de 656,368 mil unidades para todos os segmentos de renda, o equivalente a 66% da meta do programa. Para a faixa de até três salários mínimos o número de propostas foi de 393,780 mil. A Caixa pretende manter a média de contratação em 60 mil unidades por mês.

Segundo a instituição, foram financiados R$ 12,2 bilhões em crédito habitacional no Estado de São Paulo em 2009, no total de 181,217 mil unidades. No "Minha Casa, Minha Vida", a Caixa recebeu propostas de 117,483 mil unidades para o Estado, 44,327 mil delas para o segmento de até três salários mínimos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Serra adota discurso de vítima diante das enchentes

Existe São Paulo. E existe “São Paulo”. Há a cidade e o coletivo em que ela se transformou.

Pode ser coletivo majestático ou pejorativo. Depende do lado que você está e do que lhe vem à mente quando ouve “São Paulo”.

Sem aspas, São Paulo é trabalho, é locomotiva, é PIB. Com aspas, pode ser poluição, engarrafamento, caos urbano.

Nos dias que correm, “São Paulo” é enchente, é morte. A água penetra todas as suas residências. Nalgumas, chega pela TV. Noutras, faz boiar os móveis.

José Serra levou ao microblog, na madrugada desta quarta (27), meia dúzia de palavras sobre o flagelo. Escreveu como vítima, não como governador.

Contou: “Fui até a estrada de Itapevi, onde o temporal abriu uma cratera impressionante. Prevendo o risco, o DER havia feito uma interdição na via”.

Celebrou: “Só por isso não houve maior tragédia. O carro com dois funcionários do DER despencou, mas felizmente eles foram resgatados e passam bem”.

Esmiuçou: “Tentei ir a Bauru, mas não consegui. Com o temporal, o aeroporto de Congonhas estava feito sanfona: abria e fechava o tempo todo”.

Contabilizou: “Este é o mês de janeiro mais chuvoso em SP, desde 1995, quando o Centro de Gerenciamento de Emergências passou a fazer medições.”

Comparou: “Pra vocês terem uma idéia: o previsto para todo o mês de janeiro eram 239 mm. Na zona norte de SP, choveu 43 mm só nesta terça-feira!”

Espantou-se: “A Estação Meteorológica da USP registrou, 5ª feira passada, o maior volume acumulado de chuva em janeiro desde 1932, quando começou a medir”.

Quem teve a ventura de ler José Serra sentiu falta de um governador. Alguém que discorresse sobre planos e medidas.

Quem leu José Serra teve a impressão de que ele não é propriamente um governador. É apenas mais uma vítima. Ou, por outra, é a ausência de solução com doutorado.

Uma espécie de nada com PhD, a contemplar a cidade desde a janela do Palácio dos Bandeirantes.

José Serra talvez ainda não tenha se dado conta, mas o cargo de governador tirou dele o conforto de habitar o mundo acadêmico.

Para um "scholar", habituado a observar os paradoxos do caos social de longe, com distanciamento brechtiano, o diagnóstico é o Éden.

Mas o cidadão que se encontra cercado de água por todos os lados anseia pela resolução de seus problemas. Espera, quando menos, por um lenitivo.

Poder-se-ia objetar que o despreparo de “São Paulo” para lidar com as enchentes é produto do descaso de muitos governos.

A objeção não socorre, porém, o tucanato de José Serra, no poder em “São Paulo” há uma década e meia.

Assim, as divagações noturnas de José Serra não tem senão a utilidade de dar ao seu autor a sensação de que seus relatos são úteis.

De resto, enquanto estiver empilhando estatísticas e relatos molhados, José Serra pode eximir-se de tarefas menores. Apresentar providências, por exemplo.

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Escrito por Josias de Souza às 04h45
Blog do Jozias

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O turbulento vôo dos tucanos sulistas


No Sul do país, os tucanos voam em céus turbulentos. É difícil saber qual dos dois nomes do PSDB mais envolvidos em denúncias de corrupção - se o da governadora gaúcha Yeda Crusius ou o do vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan - é o campeão nesse ranking.

Yeda Crusius - todos sabem, apesar do esforço da mídia em ocultar - sepultou a ferro e fogo uma CPI que investigaria entre outras, a transação em torno da mansão em que mora, compra sobre a qual paira a suspeita de ter sido feita com dinheiro de Caixa Dois de sua campanha eleitoral. A governadora é ré na justiça, ainda, por envolvimento no escândalo do DETRAN-RS que provocou um rombo de R$ 44 milhões nos cofres públicos gaúchos.

Já o vice catarinense Leonel Pavan tem nas costas hoje um pedido de impeachment motivado por denúncias de corrupção passiva, advocacia administrativa e quebra de sigilo funcional. O caso contra Pavan foi levado ao Ministério Público, e a Procuradoria Geral de Justiça apresentou denúncia para que seja apurada a intermediação do vice-governador em benefício de uma empresa da qual ele teria recebido propina de R$ 100 mil.

Pavan, um passado que condena

Pior é que o nome do vice aparece em várias investigações como nas operações Influenza (2008) que apurou operações cambiais ilegais e fraudes em licitações, e Zapata (2006) que o liga ao traficante internacional Lúcio Rueda-Busto na lavagem de dinheiro com imóveis em Camboriú, balneário do qual Pavan foi prefeito três vezes.

Por isso o governador Luiz Henrique (PMDB), que viajou ao exterior e deveria passar a Pavan o comando do Executivo, transmitiu o cargo ao presidente do Tribunal de Justiça. Há cinco dias, o Tribunal encaminhou a denúncia do MPE-SC contra Pavan à Assembleia Legislativa. Agora, cabe aos deputados autorizar ou não a abertura de processo.

Esperamos que desta vez não aconteça o que ocorreu em relação à governadora Yeda Crusius, que escapou ilesa de uma CPI graças ao engajamento total da alta cúpula tucana em sua defesa.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Reviravolta


Os tucanos estão perdendo o PMDB gaúcho. Seu candidato a governador, José Fogaça, tem dito que vai apoiar Dilma Rousseff (PT)se esta for a decisão nacional de seu partido. Seu arco de alianças, o PDT e o PTB, também o empurra para a pestista. No PMDB local o que se diz é que "Dilma não é PT, é antes de tudo gaúcha".


Agenda:
Hoje Dilma entrega mais uma obra do PAC, na cidade de Rio Claro - SP e será recepcionada pelo Presidente do PMDB Michel Temer.

Fonte: OGLOBO P.2 Coluna: Panorama Político - 22/01/10